quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ah, não sabe o que é mulher-alfa?

Por causa de um post anterior muita gente me perguntou o que são as mulheres-alfa. Bem, achei melhor colocar aqui. O texto veio da Revista Época e já data de 2007. você pode lê-lo na íntegra clicando aqui.
Mas aqui vai um breve resumo:

Sim, existe uma diferença considerável entre a mulher Alfa e a mulher Moderna. Ambas têm muito em comum: primam por liberdade, autonomia, igualdade frente aos homens, são bem resolvidas e elevam a profissão a um nível bastante importante na vida. Porém, a mulher Alfa é fruto do que vivemos hoje, com as novas visões e adaptações segundo as necessidades que se apresentam. Já a mulher Moderna é consequência do feminismo clássico dos anos 60, que lutava por espaço, para ser vista e por independência, comungado com a mulher dos anos 90, meio Bridget Jones, tentando manter as rédeas da vida sem titubear. E nesse ponto, Alfa e Moderna são bem diferentes. A fêmea Alfa não vivenciou todas as intempéries e o mau tempo pelos quais passou a mulher que a antecedeu. Daí ela ser mais bem resolvida.


Tanto quanto a mulher moderna, esse novo rótulo que está caracterizando algumas mulheres atuais refere-se a um tipo de mulher descolada, antenada para tudo, uma "feminista feminina" com um poder de se inventar segundo as próprias regras. Ela tem assustado um pouco, tamanho é o seu desprendimento e a desenvoltura para decidir a sua vida e as mazelas que se lhe impõem. Tem uma visão autônoma diante das coisas, e para quem não está acostumado com esse tipo feminino por perto, poderá visualizá-lo negativamente e incorrer em conclusões errôneas e precipitadas. Veja, não é por que ela é bem sucedida que será fútil, prepotente e ensimesmada. A diferença desta em relação à outra não é só temporal, está também no poder de decisão e na rapidez com que ela age frente aos obstáculos que lhe aparecem pela frente.

Uma mulher Alfa é vaidosa, charmosa, carinhosa e sonha em encontrar o amor da sua vida tanto quanto uma mulher clássica, porém, se esse amor não chegar, ela seguirá sozinha sem transtornos, sem culpas, sem tristeza, acompanhada de si mesma e do seu bem-estar. Essa fêmea entende que não precisa de um homem para se conduzir, mas para se completar. Ela é essencialmente forte e desprovida de dependência afetiva para diferenciar sentimentos. Fragilidade e proteção são substantivos que não comungam com essas mulheres contemporâneas. Ora, ela tem potencial para isso, afinal, já pegou o bonde no meio do caminho: foram as suas antecessoras que se encarregaram de abrir caminhos para que ela pudesse desfrutar agora da segurança e da firmeza de propósito que lhe são consequentes.

Em se tratando de contemporaneidade, preferiria não usar rótulos para diagnosticar as mulheres de hoje. Nem Alfa, nem Beta, nem nome nenhum, são mulheres que aí estão, com caminhos por desbravar, sonhos a realizar, perspectivas e confirmar. Sejam clássicas, modernas ou alfa, o importante é que todas as mulheres têm um espaço e um tempo para agir de acordo com a sua vontade e, principalmente, com a sua necessidade. Se o espaço é amplo ou restrito, o tempo é curto ou longo demais, cada uma decidirá o quê e como fazer. Contemplemos com harmonia essa nova mulher, assim como já observamos um dia as de outrora, cada qual com o seu modo de viver, de amar, de enfrentar as situações do dia-a-dia. O que se sabe é que todas convergem e direcionam o seu rumo para um único ponto: buscam a felicidade, acima de tudo.
 
A opinião do autor:
IMHO trata-se de mais um rótulo que a sociedade impoe às mulheres. O passado mostra isso com clareza.
Particularmente todos os seres humanos independente do sexo são capazes de mudar, liderar, merecer respeito,oferecer respeito, optar pelo que ele(a) acha que é melhor. Existem sociedades e sociedades. Às vezes seu modo de ver a vida não se encaixa com certos círculos. Isso é perfeitamente normal.
No caso recente do querido amigo de vocês nosso Exmo. Presidente Lula por exemplo: Ele estava disposto a dar 3 pratos de comida para todos os brasileiros. Antes até do que o trabalho. Tudo bem. Mas nem todo brasileiro quer os 3 pratos, nem todo brasileiro quer trabalhar. Nem todo brasileiro quer pagar impostos.
Fácil perceber que nem todas as mulheres querem se casar, nem todas querem empregos ótimos e nem todas querem liderar. as opções são delas. Assim como são para os homens. Esse é um momento muito gostoso de igualdade e a sociedade mais uma vez tenta separar.
Até a próxima!!

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